quarta-feira, 9 de junho de 2010

O QUE É MUSICALIZAÇÃO?

Há alguns anos atrás, o termo musicalização era quase desconhecido, estando quase sempre associado apenas ao processo de iniciação musical de crianças. Hoje, o conceito tornou-se mais amplo, em relação aos seus objetivos e ao mesmo tempo, perdido em meio à diversidade de práticas e metodologias adotadas, muitas vezes desvinculadas de seus fins e objetivos, ou na ação descontextualizada do meio em que se esta prática encontra-se inserida.

Em primeiro lugar, precisamos saber se o trabalho será realizado em uma escola de música ou em uma escola de ensino regular. Se as aulas são de um instrumento musical específico ou se serão aulas de musicalização. E ainda, se as aulas são individuais ou em grupo. Cada situação requer uma abordagem diferenciada e específica, mesmo que o objetivo maior em todos os casos seja a aprendizagem de música.

De acordo com SWANWICK (2003), “um dos objetivos do professor de música é trazer a consciência musical do último para o primeiro plano”, isto é, trazer à tona a percepção da música assim que ela é tocada, bem como a sua compreensão a partir da intencionalidade de quem a faz. Dessa maneira, afirma que: “o método específico de ensino não é tão importante quanto nossa percepção do que a música é ou do que ela faz”.

GAINZA (1982) também confirma a importância de se ter clareza do que se pretende com a educação musical, afirmando que “o objetivo específico da educação musical é musicalizar, ou seja, tornar um indivíduo sensível e receptivo ao fenômeno sonoro, promovendo nele, ao mesmo tempo, respostas de índole musical”.

A partir daí fica claro que a educação musical, a exemplo do que já vem ocorrendo há várias décadas, em várias áreas do conhecimento, passa por um amplo processo de transformações, privilegiando o educando, ao invés da disciplina musical.

A contribuição trazida por pesquisadores do processo de desenvolvimento e aprendizagem humana permitiu uma mudança também na concepção do ensino de música. A educação musical, antes restrita ao aprendizado de um determinado instrumento musical ou ao canto, visando à formação do músico, passou a levar em consideração o potencial educativo da música para a formação integral da pessoa.

Muitas pessoas ainda acreditam que aprender música é privilégio daqueles que possuem alguma “aptidão” ou para os economicamente privilegiados. Demonstrando que ainda há muito que fazer para se desmistificar e democratizar o acesso à educação musical. O professor de música tem papel fundamental nesse processo.

Algumas dicas para se fazer o diagnóstico em escolas de música:

Fazer o levantamento do perfil dos alunos

1. Quem são esses alunos, de onde vem, o que conhecem sobre música, quais são suas preferências musicais, se possuem ou não instrumentos musicais próprios, quanto tempo dedicam aos estudos, etc.

2. Procurar saber com os professores e alunos, quais as dificuldades encontradas no cotidiano escolar;

3. Esclarecer se os cursos que a escola oferece possuem a estrutura curricular adequada e se atendem às necessidades dos alunos;

4. Fazer um levantamento da estrutura da escola, se ele possui instalações adequadas, instrumentos musicais em número e qualidade suficientes para atender a demanda da escola;

5. Verificar a adequação do espaço físico da escola e da disponibilidade de materiais pedagógicos e outros recursos, entre outras questões.



Referências Bibliográficas



SWANWICK, K. Ensinando música musicalmente.São Paulo: Moderna, 2003.

GAINZA, V.H. DE. Estudos de psicopedagogia musical. São Paulo: Summus, 1988.

Um comentário:

Anônimo disse...

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